terça-feira, 22 de setembro de 2009

"As despedidas acabam sempre por chegar"...

Há momentos que nos ficam para sempre, que guardamos em segredo e no silêncio, para nada nem ninguém lhes possam tocar. São só nossos. A sua importância é incomensurável e por isso pertencem a outra dimensão. A dimensão rara e perfeita que se sente em certas músicas ou em tardes de Verão, em que nós somos mesmo nós e, apesar disso, conseguimos estar em paz.
Eu olhava para vós e via-me a mim e vocês olhavam para mim e viam-se a vós.

Há qualquer coisa de sagrado em vós minhas estrelinhas sagradas, uma doçura que perdi há menos tempo do que penso e há mais do que gostaria, uma paz que não vem da terra e quando começam a falar das coisas que vão vivendo sem mim, é como se me elevasse no ar, como um avião de papel, rápida e leve, caindo com a graça das peças frágeis que só por milagre não se partem.

Fecho os olhos quando me deito e só então aguento ruído infernal de uma máquina a bater cá dentro, sem saber como nem porquê nem para quê, como se o que cá ando a fazer não estivesse certo, não tivesse sentido ou não servisse para nada, e é então que me aparecem nos sonhos.

Vejo-vos sempre a rir, na praia com os outros miudos à volta, ou então, a andar de skate e a jogar a bola, vejo-vos no mar. Dizem que o azul guarda a paz e a eternidade.

Isto foi só um bocadinho do que partilhamos naquela nossa praia e como tu minha estrelinha disseste e bem, “As despedidas acabam sempre por chegar”, sabendo que, por tudo o que partilhámos e sonhámos juntos, abri sem querer uma ferida que não sei como fechar....................................