sábado, 21 de fevereiro de 2009

Apetece-me voar...



Apetece-me voar em vez de passar a vida ao telefone...

Não me apetece estar aqui, não devia estar aqui...

Hoje sonhei que acordava ao teu lado. Estávamos noutra cidade que não esta minha cidade a beira mar plantada, mas noutra, talvez a meio caminho entre a tua e a minha. Era um lugar belo, que reflectia toda a elevação e profundidade que existe entre nós, um espelho infinito do nosso bem estar. Tinha vista para o mar, era de manhã muito cedo e fomos para o terraço olhar para longe, que é onde vive o nosso futuro tão incerto quanto possivel.

Se vivêssemos no mesmo país, o silêncio seria uma das nossas melhores companhias. Só falamos muito porque não nos vemos, nao nos podemos tocar, não estamos à distância de uma viagem curta de carro e por falarmos muito sem os olhos nos olhos geram-se confusões e mal entendidos por coisas que supostamente deveriam ser simples e belas.

Podes acordar amanhã e escolher o teu lugar ao sol, sentar-te no chão do teu céu e abraçar uma princesa a que todos chamam de estrelinha guerreira que se rendeu sem lutas, porque o que sinto por ti não cabe em nenhum dicionário e vivo na força do vento, nos pingos da chuva, na rotação do planeta que faz avançar os dias.

Não te sintas pressionado nem por mim nem pelo futuro, porque o presente já é o futuro e um dia desfaremos a espiral e teremos tempo para todos os silêncios.

Hoje...Apetece-me voar...