
"o mar guarda uma caixinha minha, azul cor de azul, que lhe pedi para proteger... é lá que estão as memórias e os aromas de que sou feita.
um destes dias vamos as duas juntar à minha uma caixinha tua, só tua, com tudo o que te fez chegar até hoje, todos os passos e todas as lágrimas, todas as alegrias e todos os sorrisos...
um dia destes vamos as duas, duas irmãs de sentires, de viveres, de lágrimas de rir e de não rir...um dia destes vamos as duas soprar segredos e abraços de coração ao mar, ao NOSSO mar!"
Queria ter começado este post de outra forma, mas os olhos encheram-se de água ao lêr o que acima transcrevi e não consegui fazê-lo de forma diferente.
Parece que se pasaram mil anos sobre o nosso primeiro encontro com sabor a cafézinho bom. Tudo começou com uma simples mensagem pelo maravilhoso e sinistro mundo do OLÁ5 (como costumo chamar) e que dizia "um dia vou confessar-te toda a admiração que sinto por ti". Confesso que na altura senti um misto de curiosidade, até alguma indignação e ao mesmo tempo um aquecer de alma porque já tinha tido vontade EU de o fazer e se o tivesse feito, teria escrito exactamente a mesma coisa!!!
Pois é...nada na vida acontece por acaso e volto a dizer, parece que já passaram mil anos sobre o nosso encontro, já vivenciamos tudo o que duas irmãs vivênciam ou até mais...o tais jantares a 6, o ir buscar os miudos, o levar, os telefonemas de manhã cedo para acordar e dali a meia hora para tagarelar enquanto não se chegava ao trabalho, telefonemas em formato de pura e sentida amizade, passeios e cafés à beira mar, alegrias, tristezas, choros, problemas, tudo o que reúne uma amizade inabalavel.
Aprendi a cor azul do mar e a azul do céu porque me ensinaste que são azuis diferentes, aprendeste que os sentimentos são uma escolha e o amor uma decisão e juntas demos a mão para nunca mais largar.
Podíamos ser verdadeiras irmãs, mães uma da outra, filhas uma da outra...somos AMIGAS, daquela tal amizade que não tem preço nem prazo de validade.
Um dia escreveste que por mim ias até ao fim do mundo buscar-me um girassol se preciso fosse e eu digo-te que não só foste ao fim do mundo buscar o meu girassol como me trouxeste com ele.
Por ti vou ao fim do mundo buscar um muguet e tu sabes disso.
Juntas partilhamos sentires, viveres, dores, lágrimas, alegrias, sorrisos e a "chuva"... A "chuva" que tantas e tantas vezes nos acompanhou em noites de tagarelice até que vencidas pelo cansaço cada uma no seu sofá adormecia e quando acordava-mos a "chuva" continuava a tocar e a voz icrivel da Mariza ali, a cantar só para nós.
Por tudo isto é verdade, partilhamos a vida, porque deixamos de facto de saber onde começo eu e onde começas tu. A certa altura passamos a ser uma só, por isso somos as camadas mais que perfeitas uma da outra :))